Mil novecentos e setenta e sete. Nos Estados Unidos, Jimmy Carter assumia a presidência do país. Na Etiópia, Mengistu Haile Mariam assumia o poder. No Brasil, eram criados o estado do Mato Grosso do Sul e a lei que instituiu o divórcio. Um ano de perdas e, sem dúvidas, ganhos. Enquanto o mundo se despedia de Elvis Presley e Clarice Lispector, a cidade de Salvador, na Bahia, dava as boas-vindas para Priscilla Novaes Leone.
E então aconteceu aquilo que a imprensa adora classificar como um fato muito inusitado: Pitty, mesmo tendo nascido na Bahia, abriu mão do axé e decidiu seguir pelo caminho do rock. Oh, céus. Teria ela traído o movimento? Não! Pitty não traiu nenhum movimento, apenas optou entre os vários que existiam, e ainda existem. Se de um lado tínhamos os que trabalhavam utilizando do pescoço para baixo, do outro tínhamos os que usavam do pescoço para cima. Afinal, nem só de Axé vive a Bahia. Ninguém lembra de Raul Seixas, Camisa de Vênus? Alô!
Foi aí que Priscilla, Pittica, Pitty, Pi, P., como queiram, entrou para sua primeira banda, a Shes. Como o próprio nome sugere, a banda era uma espécie de clube da Luluzinha: formada só por garotas. Participavam da Shes: Liz (guitarra e voz), Carol Ribeiro (guitarra), Lulu Freitas (Baixo) e Pitty (bateria).
Depois de um tempo, a banda acabou, e Pitty largou as baquetas da Shes e assumiu o microfone do Inkoma. Ela se tornara vocalista da banda. Dessa vez havia uma diferença: Pitty era a única garota da banda! Junto dela estavam Graco (guitarra), Mistério (baixo) e Thiago (bateria). Vale lembrar que Graco, junto com Pitty, compôs a música “Anacrônico”. A banda durou aproximadamente seis anos, tempo suficiente para lançarem uma DEMO e um CD.
Mais tarde, Pitty deu tchau para sua terra natal e mudou-se, primeiramente, para o Rio de Janeiro. Um tempinho depois, ela fez as malas novamente e rumou para São Paulo. O bordão “roqueira baiana” grudou feito chiclé, e a pergunta “como é ser uma roqueira baiana?” é uma das preferidas da imprensa desinformada. O que aconteceu daqui para frente? Pitty e os meninos já lançaram três álbuns gravados em estúdio e um ao vivo. Diversos singles, CDs, DVDs, DualDiscs, discos de vinil, prêmios, shows e viagens foram resultados de uma carreira de muito sucesso.
Uma retrospectiva rápida e superficial, mas que vale à pena ser postada hoje.
Mas, afinal, o que comemoramos hoje? O aniversário de uma pessoa muito especial. Alguém que, se não mudou a história de uma geração, com certeza, mudou a vida de muitas pessoas. E o que dizer agora? Parabenizar e agradecer. Faltariam clichês para expressar aquilo que sentimos.
Finalizo esse post me apossando de uma frase dita por ninguém menos que Rita Lee: “Pitty, obrigado por existir.”
FONTE:PITTYSTOP
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ResponderExcluirnossa que lindo chorei nossa essa história simplesmente diz tudo amei gente de coração
ResponderExcluirSó uma coisa nao sou a pitty é que nao consigo mudar o nome para exibição so isso obrigado e agradeço por me manda uma mensagem amei muito a historia